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SANTA RAFQA (REBECA)

A SANTA DO LIBANO
(1832 - 1914)

 

RESUMO DA SUA VIDA

 Santa Rafqa – Nascida em Himlaya, 30 quilômetros de Beirute em 29 de junho de 1832. Faleceu em 23 de março de 1914, em estado de santidade. Monja Maronita, foi beatificada em 17 de novembre de 1985 e canonizada em 10/ 06/ 2001, pelo Papa João Paulo II. Foi membro da Congregação das Mariamitas até quando ela se fundiu com a Congregação do Sagrado Coração, passando a existir como Congregação dos Sagrados Coraçŏes. Foi quando, por inspiração divina, entrou para a Ordem das Maronitas Libanesas. Como membro da Ordem fundou, com outras seis irmãs, o Mosteiro de São José onde viveu até a sua morte.

 Em 10 de outubro de 1885 diante do Santíssimo Sacramento reclamou de Deus ter sido esquecida por Ele nestes termos : ‘ Por que Deus meu, te afastaste de mim e me abandonaste ? Por que não me visitaste com alguma enfermidade ? Será que te esqueceste de tua escrava’ ?

 Nesta mesma noite sentiu uma tremenda dor de cabeça que descia até os olhos. A partir daí, passou por provações acima das forças humanas sem nunca esmorecer, sempre em comunhão com os sofrimentos de Cristo pela Redenção da Humanidade. Já cega, por causa de uma cirugia que ela exigiu fosse sem anestesia, voltou a ver por uma hora, porque manifestara vontade de ver, pelo menos por uma hora o Mosteiro que via à Irmã Superiora Madre Úrsula Doumit para perder a vista em seguida, agradecendo a Deus Sua infinita bondade.

 Já com seus ossos desarticulados, e sem os ossos da bacia que haviam desaparecido do seu corpo devido a uma tuberculose osteo – articular, no dia da celebração de Corpus Christi manifestou desejo intenso de participar da Santa Missa. As freiras tentaram carregá-la num lençol sustendo por suas quarto pontas. As dores foram tão intensas que elas desistiram. Já iniciada a Missa todos se surpreenderam com Rafqa chegando à Igreja arrastando-se no chão.

 A um sinal seu, as freiras se contiveram e não a ajudaram a chegar até seu lugar. Colocaram-na, então, numa poltrona. Mais tarde, a Madre Superiora lhe perguntou:

-‘ Como conseguite chegar até a Igreja’ ? Rafqa respondeu :

-‘ Não sei. Pedi a Jesus que me ajudasse e de repente senti que meus pés resvalavam da cama, pude abaixar e me arrastei até à Igreja’.

 Irmã Rafqa era devota da sexta ferida de Cristo : a ferida do ombre esquerdo. Sempre recomendava àsuas irmãs que não se esquecessem dela. Todos os dias rezava 6 vezes o Padre Nosso e a Ave Maria pelas seis feridas de Jesus.

 Rafqa amava a Deus sobre todas as coisas. Por Ele viveu e sofreu. Ela dizia às suas irmãs : ‘Façam a Comunhão Espiritual todas as vezes que puderem ainda que seja mil por dia’.

 Rafqa explicava às monjas as regras e as virtudes da vida monástica, ensinava às noviças as orações do breviário em aramaico, bem como os cantos, pois tinha uma bela voz.

 Sua figura refletia doçura e humildade.

 Rafqa certa vez, disse à Irmã Marina que cuidava dela :

-‘ Irmã, já lavaste os pés’ ?

-‘ Não’. Respondeu ela. Rafqa replicou :

-‘ Então faça-o, para que eu possa beber a água porque eu te fiz sofrer durante esses 27 anos em que cuidaste de mim e não fui capaz de agradecer-te ou pagar-te seria muita pouco beber a água em que lavas teus pés como expressão de minha gratidão’.

 Irmã Rafqa viveu 82 anos, dos quais, 29 foram de sofrimentos e profundo amor a Cristo.

 Em 22 de março de 1914, Rafqa pediu à Madre Superiora que queria despedir-se das companheiras e ouvir suas vozes antes de morrer. Na manhã de 23 de março pediu a Santa Comunhão dizendo :

-‘ Deixa-me levar comigo minha provisão’.

 Suas últimas palavras foram : ‘ Oh ! Jesus, Oh ! Maria Oh ! São José, entrego-vos meu coração e minha alma; em vossas mãos entrego meu espírito’.

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